A Sra. Maria só de pensar ficava assustada. E se Rosana caísse com o vento? O que faria ela então? A Sra. Maria apertou o peito com as mãos e, gritando, chamou Rosana: — Filha, o que você está fazendo? Escuta a tia, desce daí! Vamos conversar, o que está acontecendo? O Manuel te fez alguma coisa? Brigaram? Mas, se não me engano, vocês estavam bem até hoje à tarde, não estavam? Rosana continuava sentada na estreita beirada da janela. Olhava fixamente para o céu negro da noite, e, ao levantar a cabeça, parecia querer que o vento a fizesse se sentir mais desperta. Por um longo tempo, Rosana falou de maneira vazia: — E o Manuel? Ele já voltou? A Sra. Maria se apressou em responder: — Espera aí, eu... Eu já vou ligar para o Manuel! Vou pedir para ele voltar agora! Você segura a janela direitinho, pelo amor de Deus, não se arrisque a cair! Com as mãos trêmulas, a Sra. Maria pegou o celular e discou para o número de Manuel. ... Naquele momento, Manuel estava a caminho de c
Rosana gritou em voz alta:— Deixe sua mãe ir, feche a porta, e vamos conversar sozinhos.Não importava o que Manuel tivesse feito a Rosana, ela, no fundo, não queria machucar pessoas inocentes. Manuel também sabia que sua mãe estava em um estado frágil e que, se a assustasse mais ainda, poderia piorar sua saúde. Por isso, Manuel pediu que Keila levasse a Sra. Maria para o quarto, e então ele fechou a porta. Manuel respirou fundo, se forçando a se acalmar antes de falar: — Certo, Rosa, minha mãe já se foi. Agora me conte, o que está acontecendo? Rosana ainda o olhava com aqueles olhos cheios de tristeza e desespero. Era a mesma face familiar, o homem com quem havia compartilhado tantos dias e com quem havia trocado palavras de amor. Mas tudo isso... Tudo era mentira! Rosana riu de forma amarga, o canto dos lábios se curvando em um sorriso sarcástico, e sua voz saiu rouca: — Sr. Manuel, nossa farsa não está na hora de acabar? Manuel sentiu seu coração dar um salto, e f
Rosana olhou para baixo, e aquela noite escura parecia um abismo sem fundo. Tudo neste mundo parecia falso, e talvez, se pulasse, fosse a única forma de encontrar alguma paz. Sempre que lembrava do passado, quando havia tratado Manuel como sua âncora, como a pessoa mais importante de sua vida, Rosana não conseguia se perdoar. Ela fechou os olhos com força, e, com voz baixa, disse lentamente: — Se houver uma próxima vida, eu espero nunca mais te encontrar. Manuel, eu te odeio, eu realmente te odeio. Eu te amaldiçoo, que você nunca saiba o que é o amor! Porque você não merece! — Rosana! — Manuel gritou, seu corpo tremendo de raiva, os dentes rangendo. — Se você pular, eu vou fazer com que seu pai morra junto com você! Você não acredita? Então, experimente! Eu vou fazer você e seu pai morrerem juntos! Rosana arregalou os olhos, completamente surpresa. Nunca imaginou que Manuel pudesse ser tão sem vergonha. "Chegou a esse ponto, e ele ainda ousa usar meu pai para me ameaçar!"
— Acabou. — As palavras de Manuel saíram frias, e seus lábios finos se curvaram em uma expressão amarga. — Na verdade, já era para ter acabado entre nós. Eu sempre soube que chegaríamos a este dia.A Sra. Maria, angustiada, não sabia mais o que fazer com a dor do filho. Ela falou, tentando compreender a situação:— Filho, eu sei que você está sofrendo, mas eu também não entendo como as coisas chegaram a esse ponto. Como foi que a Rosana soube disso? Quem contou para ela?Manuel já não tinha forças para responder às perguntas da mãe.Embora parecesse calmo, só ele sabia o quanto seu coração estava pesado.Após um longo silêncio, Manuel finalmente falou para a mãe:— Isso não é exatamente o que a senhora queria?— Não, eu... Eu realmente fui contra vocês no começo, porque, afinal, a Rosana é filha do Diego! Mas agora... Eu já não a vejo da mesma forma. Eu realmente estava tentando aceitar vocês dois juntos.A Sra. Maria estava surpresa com a própria reação. Ela deveria estar feliz por fi
— Minha vida não deve ser destruída por causa de um homem insensível. Eu preciso me reerguer. Quanto mais Manuel quer ver a mim e à nossa família Coronado desmoronando, mais eu devo ser forte. — Rosana disse para si mesma, com determinação.Assim, ela foi até o banheiro, tomou um banho e se sentou à frente da penteadeira, aplicando uma maquiagem leve para disfarçar o aspecto muito abatido de seu rosto.Rosana vestiu um conjunto profissional que não usava há algum tempo e, em seguida, foi comer a refeição que Keila havia feito.— Senhorita, você está pensando em voltar ao trabalho hoje? — Keila perguntou, visivelmente preocupada. — Não seria melhor descansar mais alguns dias?Rosana sorriu e negou com a cabeça, respondendo:— Keila, não precisa se preocupar comigo. Eu estou bem. O trabalho na revista tem estado intenso e, mesmo descansando, eu não conseguiria ficar tranquila.E assim, Rosana foi para a revista.Depois de meio mês afastada, Isabelly a viu e, ao encontrá-la, foi como se v
— Sr. Reginaldo? — Rosana chamou, trazendo Reginaldo de volta aos seus pensamentos.Ele não insistiu mais em questionar sobre sua vida pessoal e disse, com um tom profissional:— Está bem, não vou mais perguntar sobre sua vida privada. Mas e o trabalho? Você tem certeza de que pode assumir agora?Rosana concordou com a cabeça e respondeu:— Sim, posso.Reginaldo, então, entregou a ela uma pasta de documentos e disse:— Você conhece o famoso designer de joias internacional, Karen?Rosana imediatamente respondeu:— Claro, sou fã dele. Mas ele sempre foi muito misterioso. Protege sua privacidade de forma impecável; até hoje, nunca vazou uma foto frontal dele. As poucas entrevistas que ele fez foram todas por telefone, sem aparições públicas.Reginaldo sorriu satisfeito com a resposta dela:— Vejo que você realmente entende muito sobre o Karen. Recentemente, no entanto, a foto e os passos dele foram capturados pelos paparazzi, então já não há tanto mistério. Karen tem aceitado várias entre
Manuel ajustou sua postura, com um tom de voz frio:— Entre.Cláudio empurrou a porta e, ao ver o caos espalhado pelo ambiente, ficou surpreso.O tom de Manuel estava claramente impaciente:— Quais documentos? Não vai logo pegar?— Certo. — Cláudio não ousou perguntar mais nada e se apressou a entregar as várias pastas urgentes.Manuel pegou uma caneta e assinou o papel.Cláudio percebeu que o Sr. Manuel não estava de bom humor e, sem ousar ficar mais tempo no escritório, se apressou a sair com os documentos.Foi então que o celular de Cláudio vibrou com uma mensagem de Isabelly:"Você sabia que o Sr. Manuel e a Rosana terminaram?"Cláudio rapidamente olhou para a porta fechada do escritório de Manuel e respondeu digitando para Isabelly:"Não sabia."Isabelly logo respondeu:"Você nem sabe disso? Como você se atreve a ser assistente dele?"Cláudio, cada vez mais sem palavras, digitou:"Será que o Sr. Manuel ia vir até mim e falar: 'Cláudio, terminei com a Rosana'?"Isabelly, por sua ve
Manuel passou o fim de semana inteiro no escritório da Marques Advogados, lidando com inúmeros compromissos, e finalmente conseguiu voltar para casa.Quando Sra. Maria o viu, não conseguiu conter as lágrimas:— Manuel, meu filho! Eu estava tão preocupada com você! Não quis ir atrás de você, para não te incomodar. E aí, você está bem?Manuel, com um sorriso amargo, respondeu:— Eu estou aqui na sua frente, mãe. Você acha que eu estou bem?Sra. Maria, com os olhos cheios de preocupação, disse:— Manuel, se você estiver triste, não tenha medo de chorar. Eu sou sua mãe, você pode chorar na minha frente, não vou te julgar. Não fique guardando tudo para si, isso pode te fazer mal.Manuel suspirou e falou, com um tom cansado:— Mãe, você vai ter que falar disso, não é?Percebendo que havia tocado em um ponto sensível, Sra. Maria rapidamente mudou de assunto:— Ah, antes que eu me esqueça, você já almoçou? — Perguntou, tentando mudar o clima. — Se eu soubesse que você ia voltar hoje, teria pre