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- Sim, o pior de tudo foi deitar para dormir e sentir aquela dor no estômago, mas teria sido pior se não fosse um vizinho que fosse muito simpático. Ela me amava e estava sempre à procura de mim para comer o suficiente. Meu pai gastava seu dinheiro com álcool e raramente trazia algo para casa para comer. Quando chegava bêbado, me escondia no meu quarto e sabia que tinha que ficar lá se não quisesse me machucar. Minha mãe teve que suportar seus gritos e golpes uma e outra vez. Ela não foi capaz de denunciá-lo, ela estava profundamente apavorada com ele. Júlia, a vizinha, apesar de saber de tudo, nunca ousou registrar queixa na polícia. Afinal, é compreensível porque eu morava sozinha em casa e tinha medo do que meu pai poderia fazer se ela tentasse entrar nisso.

- Nossa, pelo menos alguém se importou com você e te ajudou. Onde ela está agora? - Eu pergunto.

- Ela está morta... Eles descobriram que ele tinha câncer avançado e nada mais podia ser feito. Eu gostaria de ter sabido antes par
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