— Não, não estou chorando. — Mariana disse: — Acabei de deixar água entrar nos olhos e esfreguei. Ficou vermelho? — Hum, um pouco. — Camila perguntou: — E o Didi? — Ele foi nadar com o Paulo, eu estava indo procurá-lo. — Então vamos juntas. Camila falou enquanto empurrava a mão de Sebastião para baixo: — Você vai relaxar um pouco, não me siga. Depois disso, ela puxou Mariana e saiu. Mariana, um pouco envergonhada, sorriu para Sebastião e perguntou a Camila: — Por que você deixou ele sozinho? — Porque só de vê-lo já fico irritada. — O que aconteceu? — Você já parou para pensar no que se passa na cabeça dos homens? É tudo besteira! Eles ficam pensando na mesma coisa o dia todo, e não têm medo de se esgotar! Ouvindo Camila reclamar, Mariana se sentiu um pouco desconfortável: — Você, por favor, pare de falar isso. Camila percebeu que o rosto dela estava vermelho e riu: — Você não é mais uma garotinha, já foi casada, por que ainda está tão envergonhada? — Fala baixo
— Com pais assim, não dá para deixar passar. Como você vai passar o Ano Novo? — Camila disse. — Não importa o que aconteça, eles são parentes de Mariana... — Lucas franziu a testa. — Parentes? Mariana os considera parentes, mas eles nunca se importaram com ela! Quando Mariana passou por dificuldades, eles não ajudaram e ainda defenderam os outros. Que tipo de parentesco é esse! — Camila reclamou. Lucas ficou em silêncio. Ele poderia lidar com Mário facilmente, era só um movimento de dedos. Mas Mário era o pai de Mariana, e, por pior que fosse a relação, o vínculo de sangue ainda existia. Camila suspirou: — Deixe pra lá, vejo que você não tem coragem. Lucas: ... Isso era uma questão de coragem? Para ser sincero, se não fosse por ele, como Mário conseguiria tantos projetos? — Então vou conversar com Mariana. — Lucas disse. — Você não pode dar a ela uma surpresa? — Surpresa? Dizer a ela que a família dela faliu? Isso sim seria uma surpresa! Lucas estava sem pal
Didi ainda estava com o gorro de natação e os óculos na cabeça. Ele era bonito, com traços delicados, e mesmo com o gorro, seu rostinho não perdia a beleza. Ele acenou com a cabeça: — Já nadei. — Didi é incrível, tão pequeno e já sabe nadar. — Mariana elogiou. Diego disse: — Meu padrinho vai todo ano ao País Maranje me ensinar, foi ele quem me ensinou. Lucas lançou um olhar para Paulo. Paulo realmente era competente; quando Mariana saiu, Lucas fez de tudo para revirar a Cidade do Norte, mas não conseguiu encontrá-la. Depois, ele não deixou de acompanhar Paulo e, surpreendentemente, ele ainda conseguiu uma oportunidade. Se ele tivesse descoberto onde Mariana estava mais cedo, talvez já tivesse a encontrado. Mas, considerando tudo, parecia que Paulo e Mariana realmente não tinham nada um com o outro. Caso contrário, cinco anos não teriam passado, e a relação deles não seria apenas de amizade. Pensando nisso, Lucas lembrou de suas suspeitas sobre eles. Naquele mome
No pronto-socorro do Hospital São João.Após várias cirurgias, Mariana estava exausta e preparava-se para sair do trabalho. Enquanto trocava de roupa para ir embora, a porta se abriu repentinamente. Lucas apareceu na frente dela, vestido com um terno caro feito sob medida.O homem exibia uma postura nobre, seu rosto era austero e imponente, com sobrancelhas e olhos sérios. Seu nariz alto e lábios finos, com um queixo firme e bem delineado. Sem dúvida, ele tinha uma boa aparência.Porém, naquele momento, ele carregava nos braços uma garota pequena e delicada. Por trás de sua expressão fria, era impossível esconder o nervosismo. — Ela está ferida, dê uma olhada nela. — Lucas pediu.O olhar de Mariana pousou sobre o rosto da garota. Ela tinha uma aparência doce, com um olhar inocente. Mariana sabia que esse era exatamente o tipo de mulher que Lucas gostava. Mesmo depois de tantos anos, o gosto dele não mudou nem um pouco.— Onde você está machucada? — Mariana perguntou.— Torci o tornoz
O homem tinha uma aura fria e nobre, típica de alguém acostumado a altas posições, mas carregava uma simples sacola plástica preta. Sem dúvida, dentro dela estavam os produtos de higiene íntima que Joana precisava no momento.Mariana desviou o olhar e perguntou a ele: — O avô quer que jantemos na mansão esta noite. Você pode ir?Mas Lucas não olhou para ela. Seus olhos se fixaram em Joana: — Ainda sente dor na barriga? Você já tomou os medicamentos?Após dizer isso, ele estendeu a mão e passou a sacola. Joana sorriu timidamente ao o receber e lançou um olhar rápido para Mariana antes de responder: — Estou bem melhor agora, obrigada.— Pode ir, vou esperar você aqui. — Disse Lucas, olhando para ela com ternura nos olhos, e acrescentou: — Depois eu a levo para casa.Joana lançou mais um olhar cauteloso para Mariana e depois se virou e foi embora.— Então você me seguiu até aqui? — Lucas finalmente olhou para Mariana: — Valeu a pena?Mariana não se defendeu, apenas perguntou: — Senhor
O homem era alto e bonito; a moça era doce e delicada. Juntos, eles pareciam um casal perfeito. No entanto, neste tipo de evento, a maioria das pessoas estava em trajes formais, especialmente as mulheres, que competiam com vestidos deslumbrantes. Em contraste, a camiseta branca e calça jeans de Joana estavam um pouco fora de lugar.Evidentemente, Lucas não se importava com esses detalhes, mas ao ver Mariana vestida com um elegante e ajustado vestido de festa prateado, Joana mordeu o lábio inferior, e seu belo rosto mostrou um misto de constrangimento e desconforto.— O quê? — Lucas perguntou, com os olhos baixos.Joana murmurou baixinho: — Elas estão todas vestidas tão formalmente. Especialmente a Dra. Mariana, o vestido dela é muito bonito.Os olhos de Lucas, que acabara de desviar o olhar, ainda mostravam um toque de frieza. Assim que ele entrou, viu Mariana e Paulo conversando animadamente. Paulo até estava mexendo no cabelo da Mariana.“Pedi a ele para ter cuidado, o que ela está
Mariana não entendia nada dos assuntos de negócios, mas ela sabia que, desde o casamento entre as famílias Oliveira e Silva, a riqueza da família Silva tinha aumentado pelo menos três vezes. Mesmo assim, Mário ainda não estava satisfeito.Mariana largou os talheres, se levantou e disse: — Já terminei de comer. Vou indo, vocês podem continuar comendo.Mário berrou para ela: — Não se esqueça do que sua avó lhe disse antes de falecer!Mariana ficou paralisada, hesitou por alguns segundos e, finalmente, saiu.Mal chegou ao hospital, ela recebeu uma ligação de um número desconhecido. Inicialmente, não queria atender, mas o celular não parava de tocar, então ela acabou atendendo. Assim que atendeu, ouviu a voz de Joana, chorosa:— Dra. Mariana, venha rápido, o Lucas se machucou!Mariana correu apressada para lá e descobriu que a mão de Lucas já estava enfaixada. Ao vê-la, o Lucas franziu a testa. — O que você está fazendo aqui?Mariana olhou para Joana e, sem responder à pergunta de Lucas
Mariana olhou para o celular; ainda não era meia-noite. Ou seja, Lucas mal tinha terminado seus afazeres com ela, e já estava se apressando para o próximo compromisso, para consolar a Joana. Ele estava realmente ocupado.Mariana não sabia o que tinha acontecido, só ouviu os soluços de Joana. Lucas desligou o telefone e começou a se vestir. Mariana ainda sentia o corpo satisfeito e levemente dolorido após o prazer intenso. Deitada na cama, ela observava Lucas vestir as calças, cobrindo os músculos bem definidos de seu abdômen.Enquanto se vestia, ele disse: — O irmão de Joana sofreu um acidente de carro. Vou lá ver como está. Se for grave, ajude a entrar em contato com o hospital... Deixe para lá, venha comigo.Mariana não se moveu. Lucas já estava abotoando a camisa quando franziu a testa e olhou para ela. — Por que não está se mexendo?— Acho que não tenho obrigação de ajudar você a... — Ela ponderou por um momento, buscando as palavras adequadas, e continuou: — ... Ajudar o irmão