- São duas fênix, um macho e uma fêmea. - Aurora se levantou e foi até a grande caixa onde guardava seus artesanatos. Tirou de lá uma caixa requintada e bonita, colocando-a na frente de Letícia e dizendo. - Está aqui dentro.Letícia abriu a caixa, retirou as duas fênix de fios de aço e as elogiou:- Nossa, são mesmo muito realistas! Aurora, suas mãos são tão talentosas, quanto custam essas duas fênix? Quero comprá-las.- Já que temos uma relação tão boa, e você me trata como uma boa amiga, então vou te cobrar apenas o dinheiro do material.Letícia colocou as duas fênix de volta na caixa e disse:- É justamente por sermos amigas que não podemos tirar vantagem uma da outra. Com amor se retribui o amor, e o justo é justo, então me cobre o valor normal, não só pelos materiais. Cheguei a dar uma olhada nos preços da sua loja virtual, e essas duas fênix custam umas centenas de reais, não me lembro o valor exato.Ela tirou sua bolsa Hermes e retirou um pequeno maço de dinheiro de dentro dela.
Em um hotel não muito distante do Hospital Central da Cidade G, os pais de Ronaldo bateram à porta do quarto de Nilson.Nilson abriu a porta e, ao ver a expressão de desespero de seu irmão mais novo e de sua esposa, perguntou com preocupação:- O que aconteceu, caçula? Vocês estão um pouco pálidos!- Irmão, Ronaldo não voltou desde que saiu ontem e estamos preocupados que algo tenha acontecido com ele.O pai de Ronaldo era o mais novo dos irmãos Garcia e era o mais amado pelos seus pais, dando-lhe o nome de David, que significava "amado".- O Ronaldo disse o que ia fazer? - Nilson, o primogênito da família Garcia, era o mais velho entre os irmãos e conseguiu manter a calma.Depois de um momento de hesitação, David disse:- Ronaldo disse que ia acertar as contas com Aurora, para que ela nos dê o dinheiro para pagar as contas médicas da mãe. Mas ele não voltou desde que saiu ontem, e seu celular está desligado.Naquele momento, Ronaldo estava sob custódia, mas a família Garcia ainda não
- Pode ser.Nilson também achou que seria bom ter mais gente e aprovou o fato de David ligar para o filho e o sobrinho.Quem diria que, quando David ligou para o sobrinho mais velho, Sandro disse:- Tio, eu já ia ligar para o senhor, Ronaldo se meteu em problemas.Ouvindo isso, Davi ficou pálido e ele perguntou:- O que aconteceu com o Ronaldo? Ele disse que foi pedir dinheiro para a Aurora... Meu filho não foi espancado pela Aurora, foi? Se essa vadia tiver a coragem de tocar em um fio de cabelo do Ronaldo, vou mandar explodirem o túmulo da mãe dela!O pai de Aurora era seu terceiro irmão, então David não se atreveria a destruir o túmulo de Joaquim. Mas a esposa de Joaquim não era parente de sangue dele, e se Aurora o irritasse, ele realmente poderia destruir o túmulo de Rosa.- Ronaldo trouxe uns marginais para parar o carro de Aurora no meio da noite, ainda levaram barras de ferro, querendo dar uma surra em Aurora. Mas ela resistiu, e agora ele e o grupo de marginais estão detidos,
Sandro terminou de falar com seu tio e desligou o telefone como se não tivesse ouvido a bronca de sua tia.Depois disso, ele soltou um longo suspiro.Ele suspeitava seriamente que eles estavam sendo assombrados pela praga do azar. Mesmo com tantas pessoas juntas, não conseguiam tocar em um fio de cabelo de Aurora.Além disso, ele tinha a sensação de que Aurora tinha um grande apoio por trás dela, mas não sabia quem era essa pessoa.Sendo capaz de fazer todos os mediadores se recusarem a ajudá-los, o apoio de Aurora só podia ser muito poderoso na Cidade G. Mas com toda a investigação que fizeram sobre as irmãs Aurora, eles não conseguiram descobrir se elas conheciam alguém poderoso.O marido de Madalena, apesar de ser gerente de uma grande empresa, era apenas um operário. O que o marido de Aurora fazia para ganhar a vida, eles não sabiam, mas pelo que ouviram das pessoas da aldeia, o marido de Aurora dirigia um carro nacional de 110 mil a 120 mil reais.Qualquer um deles tinha um carro
Madalena já havia retornado à loja, ela ainda não tinha encontrado um emprego.Bruno ouvia com uma cara de tacho.O que era aquele tom da avó? Rindo da desgraça dele?- Bem, a avó não vai mais falar com você, venha comer conosco agora mesmo ou vou contar para a Aurora que você é o grande Sr. Alves. Ora essa, você não quer baixar a cabeça nem quando a vovó te dá uma oportunidade? Aliás, deixa eu te contar uma coisa, o presente que a Letícia vai te dar, foi Aurora quem fez. Quanto a o que é, você vai saber quando receber.Bruno ficou com uma cara ainda mais impotente.A avó havia lhe prometido que não interferiria na relação dele com a Aurora.Mas agora, ela o estava ameaçando com sua verdadeira identidade.Ele simplesmente desligou na cara dela. Erica não se importou, já que ela também pretendia desligar, de qualquer forma.- Sr. Bruno, a Srta. Letícia não quer nos ceder o caminho. – Disse o motorista, virando a cabeça para Bruno.Bruno ficou em silêncio por um minuto e, de repente, abr
O carro de Bruno saiu do portão do Grupo Alves e Vasco esperou que o carro de Bruno saísse antes de soltar Letícia.Letícia se virou e levantou a mão para dar um tapa no rosto de Vasco.Vasco agarrou o pulso dela com agilidade e avisou com uma expressão gelada:- Srta. Letícia, quando eu bato nas pessoas, não discrimino entre homens e mulheres.- Me larga! Você se atreve a me bater?Vasco apertou a mão dela e disse friamente:- Eu não vou ofendê-la se você não me ofender, mas se a Srta. Letícia me bater, não vou ser piedoso por você ser uma moça.Ele era um guarda-costas, mas isso não o fazia se sentir inferior.O Sr. Bruno tratava todos eles como irmãos.Vasco não seria educado se Letícia abusasse de seu status para agredi-lo.- Você! - Letícia ficou chocada com a frieza de Vasco. Ela não era como Aurora, que tinha técnicas de luta, só era uma menina rica que andava de nariz empinado na Cidade G pelo seu status. E isso era porque ela ainda não tinha encontrado uma garota rica mais pod
- Bruno, você chegou. - Erica ouviu o barulho do motor e saiu da loja. Ao ver o neto, a velha se aproximou com um sorriso. Ao ver que ele estava saindo do carro com as mãos vazias, ela sussurrou com uma voz descontente. - É assim que você vem?- Vovó, como é que eu deveria ter vindo?Erica engasgou.Esse grande tolo sem romantismo!Depois que ela, sua querida avó, deu uma de vilã da história e o importunou por vários meses, ele acabou se irritando e prometeu se casar com Aurora. Só assim, ele terminou sua solteirice. Caso contrário, com essa personalidade dele, ele ainda seria um solteirão aos quarenta anos.- Nem sabe comprar um buquê de flores ou alguns presentes para Aurora?- Ela não precisa deles. Temos uma varanda cheia de flores, ela pode apreciá-las toda manhã e toda noite.Erica queria dar um chute nele.Mas ela se conteve.Afinal, ele era seu próprio neto, e ela ficaria com dó de chutá-lo.- Bruno também veio? – Disse Madalena, saindo com o filho nos braços e cumprimentando o
Bruno olhava para ela em silêncio.Ele não a via há dois dias e, de repente, achou que estava gostando muito de ver o rosto dela.O casal ficou se encarando por um bom tempo.No fim, Aurora quebrou o silêncio entre eles, dizendo:- Lave as mãos e ajude a levar a comida para fora, está tudo pronto.Bruno não recusou e nem disse explicitamente que sim, mas depois de franzir os lábios finos, perguntou em voz baixa:- Por que você comprou tantos frutos do mar?Embora soubesse que os frutos do mar haviam sido trazidos por Letícia, ele queria ouvir da boca de Aurora, para ver o que elas estavam tramando. Além disso, os frutos do mar eram caros e, como ele havia decidido sustentar sua família, pareceria mais normal se ele perguntasse sobre a origem dos frutos do mar.- Quanto custou no total? Vou transferir o dinheiro para você depois, eu disse que pagaria pelas despesas de rotina. – Acrescentou ele.Aurora virou a cabeça para olhar o banquete de frutos do mar que havia preparado, sorriu e ex