Minha mãe comentou que John vai dar uma parada com o projeto do estúdio aqui em casa. Segundo ela,ele disse que vai ficar uns tempos em sua casa para compor mais letras com a ajuda de um integrante da banda que vai passar uns tempos por lá,porque ele é de outra cidade e precisava de um lugar pra ficar. Isso sim é uma notícia que me alegra e me deixa apreensiva e triste ao mesmo tempo,como tudo sobre o John sempre tem sido assim. Minha mãe não pareceu achar nada estranho John parar de ficar aqui como antes,na verdade,acho que ela realmente pode estar saindo com outras pessoas,mas eu não vou me meter no meio da relação deles,já fiz isso demais pelo que parece. Essa casa fica de certo modo vazia sem a presença dele. Talvez seja pelo costume de sempre o encontrar em várias partes aqui ao longo do dia. Pelo menos durante os dias,porque minha mãe comentou também que John tem vindo visitar ela a noite,então acho que ela não reclama por isso. Eu já não sei mais se acho isso bom ou ruim. V
Meu celular está sobre a cama e tem uma luz verde piscando avisando sobre uma nova mensagem. Até me assusto quando vejo o nome do John na tela. Eu salvei na última vez que ele me enviou mensagem querendo conversar comigo antes de parar de vir aqui como antes. "Oi.""Queria falar com vc."Eu nem sei explicar como me sinto agora. Já estou me sentindo com abstinência da presença dele. Sei que é algo que eu não deveria sentir,mas eu sinto e sinto muito. O amor pode ser uma droga mesmo. Apenas respondo:"Oi."Ele visualiza e não diz mais nada,então tento essa:"Não sei onde você mora."Prontamente ele responde:"Tudo bem,te envio meu endereço."Sei que ele não está mais namorando a minha mãe. Ela me disse outro dia no café da manhã que resolveram dar um tempo. Não achei que ela estivesse falando sério,mas pelo visto sim. Sei que talvez John só queira me pedir ajuda para reatar a relação deles e juro que se for isso,eu não farei. Não posso me humilhar tanto assim,mas ele também pode estar
Acordo e vejo as paredes brancas, me sinto ainda um pouco tonta e meu braço está ligado a um soro. Não faço ideia de como vim parar aqui. Quando olho na direção de uma pessoa em uma poltrona me dou conta no mesmo instante que é o John. Fico olhando ele por um tempo,ainda me sinto um pouco tonta e com gosto de remédio na boca. Ele então percebe que acordei,fica de pé e vem em minha direção, mas antes que ele possa dizer alguma coisa, minha mãe adentra o quarto com uma enfermeira logo atrás dela dizendo que eu ainda poderia estar dormindo.Minha mãe vem até mim meio desesperada, me abraça forte e pergunta o que aconteceu enquanto olha para o meu braço enfaixado. Ela parece desnorteada de uma forma que eu nunca havia visto ela ficar por minha causa . Eu olho para John que está mais branco do que eu com toda a certeza. Minha mãe finalmente o vê e pergunta:__O que está fazendo aqui? Foi você que fez isso com ela?Pelo menos ele parece bem sóbrio agora, o que não me deixa com menos raiva d
Os dias se arrastam lentamente e eu aqui voltando a minha rotina habitual.São três da tarde e estou escrevendo um poema em meu caderno quando minha mãe bate na porta do meu quarto dizendo:__Chloe, pode vir aqui embaixo um minutinho?Apenas respondo:__Claro mãe, já vou. Não sei porque ela nem me esperou abrir a porta,eu nem sabia que ela havia chegado do trabalho. bDesço as escadas ainda amarrando meu cabelo,minha mãe está sentada no sofá e quando ando mais alguns passos na sua direção também vejo John no outro sofá. Não nego que meu coração até muda a forma de bater. Mas apesar de tudo ainda não consegui esquecer tudo o que ele fez dias atrás, mas não deixo isso óbvio pra minha mãe e digo:__Oi, John. Ele se levanta, me olha meio sem jeito e sorri dizendo:__Oi, Chloe, como está?Eu gosto de ver ele sorrindo,me lembra aqueles tempos bons em que ele estava aqui e agia como o melhor cara do mundo. Respondo:__Estou bem.E mostro o braço para ele dizendo:__Quase no dia de retirar
Finalmente chegamos. Mais uma vez estou aqui na casa dele.É estranho estar aqui de novo,porque não foi a minha melhor decisão da vida vir aqui da última vez. John parece sentir como estou receosa e também não é pra menos,ele sabe que contribuiu e muito para que aquele dia tenha sido um pesadelo pra mim. Mas vamos agir da melhor maneira possível, não é Chloe? Respiro fundo e seguimos adiante.Entramos e a primeira coisa que avisto é o sofá a nossa frente, ele segue meus olhos agora e passa a mão no pescoço me pedindo em seguida para que eu o acompanhe. Estamos indo em direção a um corredor que nos faz encontrar uma porta que ele abre e posso ver lá dentro algo bem parecido com o escritório da minha mãe. Mas o estúdio dele já parece terminado e tem um vidro enorme que divide a sala onde estamos do estúdio de gravação. É algo fascinante e que eu nunca havia visto de perto.Olho em volta e ele me segue com os olhos, enquanto estuda minha reação. É tudo em tons neutros e claros e eu g
Jonah o baixista da banda está parado de pé e com a uma cara bem parecida com a que eu e John temos. Pierre chega logo em seguida quando nos olha sem entender o que está acontecendo e Jonah apenas disfarça e diz:__O Ben está me ligando a horas dizendo que não consegue falar com você. John passa a mãos nos cabelos e diz:__Droga! Meu telefone não está comigo. Jonah completa:__Pra ele me ligar,acho que já deve estar mais irritado do que costuma ser.John respira fundo e diz:__O que ele queria?Jonah diz:__As tablaturas daquelas novas músicas suas.John pensa um pouco e diz:__Acho que estão no meu quarto.Ele se levanta e diz que vai buscá-las. Jonah sorri e acena uma mão pra mim dizendo oi enquanto eu me encolho um pouco no canto pela vergonha do momento que ele nos pegou minutos atrás,mas respondo ao seu cumprimento. Jonh se vira assim que eu respondo o cumprimento do Jonah e diz pra mim:__Vem comigo, Chloe.Ele segura minha mão enquanto estamos indo em direção ao seu quarto, e
Suas mãos ainda estão em minha cintura e ele vai subindo devagar, assim que fecho meus olhos, ele se aproxima ainda mais e me beija. E eu me perco nas sensações que seu beijo causa em mim e nas várias partes do meu corpo. Eu questiono:__E os seus amigos?É meio estranho pensar que eles estão lá embaixo, enquanto nós dois estamos aqui dessa forma.Ele apenas sorri, volta pra minha boca e diz entre nosso beijo:__Eu dispensei eles, disse que tinha muito trabalho a fazer. Ele ri em minha boca ainda mais,eu acabo fazendo isso também. É tão bom me sentir leve em relação a ele outra vez, senti muita falta disso esses dias.Ele então diz depois de uns segundos:__Queria me lembrar de cada detalhe daquele diário pra poder realizar cada um daqueles seus desejos agora.Até rio agora e digo:__Você já está realizando um desejo meu que eu nunca achei que poderia acontecer.E essa é uma das maiores verdades que já admiti pra mim mesma e pra mais alguma nessa vida.Gosto da forma como ele me olh
Estamos de volta pra casa e meu sorriso enorme mais uma vez com certeza denuncia minha felicidade. John me olha e sorri também. Mas minutos depois e eu começo a viajar em meus pensamentos outra vez. Então eu digo:__E agora? O que a gente faz?John me olha por uns segundos, morde os lábios, ele com certeza sabe a que me refiro, nós dois. Ele passa a mão na nuca por um instante, em seguida diz olhando para o caminho a frente:__Bem,talvez a gente devesse esperar um pouco antes de dizer a Ava. Eu penso mais um pouco. Ele continua:__Ela tem uma tendência a não reagir bem quando as coisas não funcionam do jeito dela. Eu não sei muito bem do que ele está falando, pois fiquei muito tempo longe dela. Então questiono:__Como assim?Ele diz:__Quando ela fica sobrecarregada de trabalhos e não consegue resolver,quando alguma coisa não dá certo. Ela fica um pouco emocionalmente instável, ela dizia que eu costumava tirar ela dessas fases, mas ela também costumava tomar alguns remédios, segundo