Pelo horário do almoço, fui ao seu encontro, mas Romero participava de uma reunião, resolvi esperá-lo. Alguns minutos depois, ele aparece. — Gian, soube que está noivo da minha irmãzinha, estou feliz por você ser meu cunhado de verdade. — Não brinca com coisa séria, Romero, jamais deixaria Natasha no olho da rua, independente de amar ou não ela. — Conte para mim, seja sincero, você ficou feliz pelo meu pai ter-lhe dado Natasha. — Do que adianta? Ela odeia-me mais que tudo e agora triplicou o seu ódio. — Não seja bobo com Natasha, seja firme. — Não consigo, Romero, Natasha ficará ao meu lado por pouco tempo, vi nos seus olhos que não tenho vez na sua vida. Saímos para almoçarmos juntos, Romero está confuso, perdido, e isso só acontece porque ele não assume que a ama. Sou informado pelo segurança da minha casa que Natasha saiu de casa no carro novo que dei a ela, só falta ela usar o cartão que deixei à sua disposição. Voltei para a empresa e concluí poucos trabalhos, li
Por mais sofrida que tenha sido a minha noite passada, dormi maravilhosamente, dei-me conta que não estou na minha casa e sim na casa do Gian. No quarto em que estou, tem uma janela de vidro, puxo as cortinas e é possível ver borboletas e pássaros na área do jardim, fico admirando o sol brilhar lá fora, nunca parei para admirar a natureza, agora percebo a real beleza de um belo jardim e o quanto o sol traz felicidade para os pássaros que cantam felizes. Mas a minha realidade é outra: incerta! Estou na mão do inimigo, saí de uma prisão e estou em outra, essa é pior ainda, porque não sei o que esperar. Fui ao banheiro, fiz a minha higiene, passo a mão nos cabelos, procuro por alguma escova ou pente para pentear os meus cabelos e não tem, não trouxe nada de acessórios para cá, pois lembrei que no momento da minha fúria, quebrei todos os meus acessórios e maquiagem, não restou nada, nem sequer uma escova de cabelo, organizei os meus cabelos com as mãos, passei uma água no rosto, troquei
Natasha olha-me como se quisesse adivinhar o que houve para eu sair do escritório do seu pai chateado e sem a chamar para irmos embora. Enquanto dirigia, fui até um shopping próximo dali, na intenção de comprar as alianças para usarmos, afinal, de verdade ou não, seremos casados, e o jantar no intuito de tentar aproximar-me de Natasha. Mas fiquei completamente triste quando Natasha disse com todas as letras que não quer ser vista comigo, essas são as palavras que ela usou para dizer que tem vergonha de mim, tentei disfarçar o quanto Natasha me atingiu. A deixei sozinha no carro no estacionamento e fui a um famoso joalheiro, o vendedor pergunta a circunferência do dedo da noiva, penso em Natasha, mesmo nunca tendo tocado sequer nas suas mãos, sei o número da aliança. Escolho dois pares de aliança, aproveitei que estava aqui e comprei também o celular mais moderno que tem na loja para ela. Volto novamente para o estacionamento e vejo Natasha fora do carro, isso preocupa-me, olho para
Fiquei completamente atordoada após ter visto o clone do Robert. Não conheço muito sobre ele, mas o mesmo afirmou que tem duas irmãs, deve ser um primo dele, um primo, andei de um lado para o outro com o poder da dúvida, e Gian, ao chegar no estacionamento, deixou-me completamente nervosa com a conversa de que estava preocupado comigo, ele pensa que me engana, e, como sempre, acabamos discutindo, o que me faz não ter medo de encarar os seus olhos verdes. Cheguei tão perto dele que senti o cheiro do seu perfume, que é maravilhoso, o calor do seu corpo é quente, sendo capaz de esquentar qualquer corpo numa estação invernosa, mas volto a realidade e peço para ir embora. Durante o caminho de volta para casa, o nosso silêncio é ensurdecedor, às vezes, acho Gian misterioso demais, tenho curiosidade de saber o que ele pensa e o que passa na sua cabeça que não seja só trabalho. Quando chegamos em casa, fomos cada um para o seu lado, cheguei no meu quarto pensando nesse contrato, amanhã ser
Após chegarmos do casamento, Natasha trocou de roupa rapidamente, entrou no seu carro e saiu sem dizer para onde ia, respiro fundo, porque sei quem ela vai procurar nessa pressa toda, poderia ligar o meu celular agora e saber que lugar ela está indo, mas não quero saber, é demais para mim saber que Natasha está indo atrás de outro homem. Fico com o celular nas mãos com vontade de rastreá-la, mas não posso fazer isso, Natasha não tem culpa de eu ter criado um amor platônico por ela. Olho a minha mão, vejo a aliança e, assim como Natasha fez, resolvi ir trabalhar. Ao chegar na empresa e passar pela recepção, Perla esperava-me sentada e, ao ver-me, ela levanta-se, a cumprimentei, a minha secretária segue-me. — Bom dia, senhor Gian. — Bom dia, senhorita Lina, desde que horas a senhorita Perla está aqui? — Está com quase uma hora, senhor, falei para ela que você talvez nem viesse hoje. — Não se preocupe, Lina, deixe Perla comigo, mande-a entrar. Era o que faltava, uma hora des
Após o meu celular cair no chão, Robert faz de conta que sou nada e finge não me conhecer, segurei o choro. Peguei o celular que tinha caído no chão e fui até a minha sala e, no corredor, estava Fany que, ao me ver, abre os braços, esperando-me para um abraço. — Natasha, estava com saudades de você, amiga, e esses olhos de choro, o que você tem? — Fany pergunta. — Vi Robert com outra, e o pior ainda é que ele fingiu não me conhecer. — Falo com raiva. — Natasha, sei que você não gosta que ninguém passe nada na sua cara, mas esse garoto não vale nada e eu já te disse. — Fany fala séria. — Você está adorando tudo o que está acontecendo, não é? Deve estar batendo palmas. — Falo nervosa. — Natasha, é lógico que não, está ficando louca. Saio virando as costas para ela e fui assistir a minha aula. Até que tentei estudar, não me concentrei em nada, e o professor veio até a mim. — Natasha, eu não sei o que você está passando, sinto que não está bem. Posso ajudar? — Eu não estou
Não é muito fácil ouvir a mulher por quem você é apaixonado confessar que ama outro e se encontra bêbada nesse estado devido a um canalha, mas eu por amá-la demais, cuidei muito bem dela, só não a banhei, porque aí era demais. Fui até a cozinha e a tia Clara já me esperava com um café quentinho. — Natasha perdeu a linha hoje, Gian? — Perdeu tia, não tem costume de beber, foi afogar as mágoas num bar e precisou ser carregada até aqui. — Tem uma razão dessa bebedeira toda? — Tia Clara pergunta. — Sim, outra pessoa. — Chorando por outro e você todo disponível, espero que não seja tarde quando Natasha abrir realmente os olhos. Sorri do que a tia fala, e, em silêncio, fico pensando se estou disponível, mas não são todas as mulheres que se rendem aos meus pés, sempre respeitei as mulheres acima de qualquer coisa nessa vida e jamais vou entrar no coração de alguém à força. Ter aceitado casar com Natasha foi mais para que ela me conhecesse e mude de ideia ao meu respeito. Jante
Desci do meu quarto e andei devagar até onde estava Gian, só não esperava vê-lo seminu, o seu corpo másculo se movimentava socando aquele saco de pancadas. Os meus olhos ficam atentos a cada parte do seu corpo suado, fazendo-me imaginar loucuras, as suas tatuagens são lindas, o que complementa a sua beleza de homem misterioso, tímido, respeitoso. Não sei decifrá-lo. Estava muito longe com pensamentos que jamais pensei senti-los por Gian, estava tão perdida que, quando caí em si, Gian já vinha na minha direção, preocupado comigo. Usei a pouca dor de cabeça que ainda sentia para mentir ao falar que só estava ali porque não estava bem. Percebi Gian completamente preocupado comigo, parecia até que estava morrendo, cheguei a sentir pena dele, mas como imaginei, não vai ser difícil seduzi-lo. Gian tomou banho rápido para me levar ao hospital. Só agora, convivendo com ele, pude ver o quanto Gian fica sexy de cabelo molhado, eu só posso estar carente, é isso, faz tempo que não transo com