Ainda era madrugada e o sol ainda não havia nascido, o quarto permanecia envolto em completa escuridão. Aleksei acordou lentamente, colocou um dos seus braços em sua testa, virando-se para encarar o teto. Seu olhar era frio, sem qualquer sinal de sentimento, enquanto as memórias da noite passada preenchiam sua mente. O cheiro de uma mistura de perfume e suor chegavam em suas narinas, enquanto memórias da noite anterior se faziam presente. Ele virou seu olhar a mulher que estava dormindo tranquilamente ao seu lado. Os cabelos pretos espalhados pelo travesseiro pertenciam a Natasha. Nesse momento, ele teve a certeza que não era Elisa mas sim Natasha.Ele ficou parado por alguns segundos, observando a mulher adormecida ao seu lado. Para ele, ela não representava nada. Sem demonstrar emoção, Aleksei saiu da cama, caminhando pelo quarto sem nenhuma peça de roupa. Seus passos no chão de mármore eram calmos, mas firmes, produzindo um som suave no ambiente silencioso. Entrou no banheiro e lig
DOIS DIAS ANTES: POV ELISA Estou parada a horas olhando para a coisa mais preciosa que eu tenho. Enquanto faço promessas de como será a nossa vida em um futuro breve, eu lhe prometo uma casa, uma vida, uma família, eu lhe prometo tudo o que e nunca tive e até mais. Por culpa deles eu não pude lhe ter, eu não pude lhe ter em meus braços, eu não pude estar com você sempre, eu mal pude te ver crescer. Mas eu juro que eles pagaram por isso e por tudo que fizeram a gente passar. _ Elisa!!! Que bom que você veio, já fazia muito tempo que eu não te vi-a por aqui._ diz a madre superior se aproximando mais de mim. Eu permaneço em silêncio em quanto olho para o meu preciso. _ Eu acho que ele iria gostar muito de vê-la, mesmo que você não diga a ele quem é você. _ Não, ainda não! _ Ele tem o direito de saber. _ Ela diz, enquanto eu apenas permaneço em silêncio olhando para ele._ Mas, bem, como você está, minha filha? Enxugo uma lágrima que rolava pelo meu rosto e me viro para o
Aleksei entrou na mansão após um longo dia de trabalho, sentindo a raiva queimando dentro de si. Seus passos ecoavam pelos corredores vazios da mansão. Ele tirou o casaco com um movimento brusco, jogando-o sobre a poltrona da sala e subiu as escadas. O dia tinha sido longo e cheio de surpresas que o deixaram com ódio. Ele precisava saber o que fazer, ele precisava de um plano para evitar que os traidores o derrubassem, e precisava ser rápido. Ao passar pela porta do quarto, seus olhos rapidamente percorreram todo o quarto. Tudo estava limpo, arrumado, como se nada tivesse acontecido. A cama estava feita, as cortinas fechadas. Nada parecia fora do lugar. Tudo estava como ele bem queria, felizmente as empregadas organizaram tudo. Ele ficou parado por um momento olhando para cama onde estava na noite de ontem com a sua esposa, de alguma forma, isso o deixou um pouco mais relaxado e calmo. O quarto estava em paz, mas ele ainda estava em conflito consigo mesmo, lutando contra sentimentos
POV NATASHA:Às 20h em ponto, eu cheguei ao restaurante La Vigne, com o coração batendo mais rápido do que eu gostaria de admitir. O ambiente era impecável, iluminado suavemente, criando uma atmosfera que misturava mistério e sofisticação. Entrei e olhei ao redor, tentando procurar por qualquer pessoa que parecesse aquele admirador secreto que tinha me enviado aquele convite. Mas, como eu imaginava, não havia ninguém esperando, pelo menos eu não vi ninguém que parecesse que estava esperando por alguém. Nenhum sinal de quem poderia ser.Me sentei em uma mesa mais discreta, tentando parecer tranquila, mas a verdade é que minha mente estava um caos de perguntas. Será que alguém estava apenas brincando comigo? Ou talvez fosse algo mais sério? E se fosse uma armadilha? Eu sempre fui cautelosa, mas agora, mais do que nunca, eu não sabia o que esperar.Os minutos pareciam arrastados. A cada som, eu olhava para a porta, esperando ver alguém entrar, mas ninguém parecia chegar. A ansiedade come
POV NATASHA:Quando cheguei na mansão, estava prestes a subir para o meu quarto, mas depois mudei de ideia e decide descer até ao escritório de Aleksei. embora estivesse cansada, decidi que precisava falar com Aleksei. Fui até o andar de baixo e me aproximei da porta do escritório. Antes de conseguir abrir, a porta foi aberta de repente. Elisa saiu de lá, com o rosto molhado de lágrimas. Eu congelei ao vê-la assim. Não era algo que eu esperava, ela sempre foi tão firme, tão controlada. Vê-la chorando de verdade foi uma surpresa enorme.Ela me olhou, mas foi um olhar de raiva. Não disse nada, ela apenas me encarou como se estivesse brava comigo, e eu não iria me atrever a falar primeiro, embora que eu quisesse realmente provoca-la, me contive. Nós duas ficamos ali, apenas nos olhando.Minha expressão era de curiosidade, eu queria muito saber o que aconteceu naquele escritório para deixá-la do geito que ela estava, o que quer que fosse, não foi bom para ela. Eu, sem saber o que fazer
Saí da mansão em direção à associação, onde teria um encontro com as meninas. Já fazia muito tempo desde que as vi pela última vez. Eu sentia saudades, apesar do infame encontro anterior, que foi estragado por alguém em específico.Entrei no carro e dirigi pelas ruas movimentadas da cidade. As pessoas andavam apressadas nas calçadas, os prédios altos refletiam o brilho do sol, me permite limpar a minha mente em quanto olhava o ambiente a minha volta. Em poucos minutos, cheguei à associação.Assim que estacionei, desci do carro e caminhei em direção à entrada.Ao entrar, meu corpo relaxou. Parecia que fazia meses desde a última vez em que eu estive aqui. A associação é um lugar onde mulheres da alta sociedade se encontram para socializar. Onde conversavam e compartilhavam o mesmo espaço para conhecer nossas pessoas ou mesmo para encontrar as mesmas pessoas. Talvez fugindo das suas vidas chatas, onde a sua única responsabilidade é cuidar da casa. Mas de repente, me senti desconfortável
POV ELISA:— Você tem certeza disso? — Damon me encara, os olhos estreitos, analisando cada detalhe do meu rosto. Ele não apenas observa, ele disseca, esperando um sinal de hesitação, qualquer rachadura na minha expressão.Levo a garfada de comida à boca, mastigo devagar. Ele continua a me fitar, paciente, como um predador. O silêncio deixa o ambiente mais tenso, até que finalmente respondo:— Ainda não tenho certeza. São apenas suspeitas. Mas precisamos ser mais cautelosos daqui para frente.Ele inclina o corpo para frente, os dedos tamborilando na mesa como se estivesse calculando possibilidades.— Eu vou tentar descobrir se temos um traidor. Alguém deve estar repassando informações para ele. Mas talvez Aleksei já saiba que você não esteve na mansão por conta dos próprios homens dele.Solto um riso curto, sem humor.— Eu duvido muito disso. — Pego minha bolsa e retiro um maço de papéis, jogando-os na mesa com um som seco. — Aqui estão os relatórios que você pediu.Damon pega os docu
POV NATASHA: Cheguei à mansão e caminhei pelo corredor, querendo apenas chegar ao meu quarto, mas uma presença indesejada bloqueou meu caminho. Seu sorriso era assustador, como se já estivesse esperando por mim.— Você voltou cedo! — disse ela, mantendo o sorriso.— Se eu volto cedo ou não, não é da sua conta — respondi friamente.Elisa sorriu ainda mais, exibindo os dentes de uma forma provocadora.— O que você está fazendo aqui? — perguntei, cruzando os braços.— Nada... Eu não posso ficar na mansão do meu homem? — ela retrucou, o tom cheio de desafio.— Claro! — murmurei, revirando os olhos.Ignorei sua presença e tentei seguir meu caminho até o quarto, mas, quando estava prestes a avançar, ouvi um grito estridente.— Socorro! — sua voz carregava desespero e urgência.Antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo, vi Elisa no chão, as mãos pressionando a barriga, contorcendo-se como se estivesse sentindo dores insuportáveis.— O que você está fazendo? — perguntei, confusa