Embora Teresa estivesse falando com ela, lançou um olhar fulminante para Pedro. Pedro não reagiu, mas não precisou de mais sinais de Teresa. De forma espontânea, ele começou a servir arroz para Isabela. Isabela disse: — Obrigada. Teresa então comentou que levou muitos suplementos nutricionais para eles e que, depois do jantar, ela faria alguém selecionar alguns para ela e Pedro tomarem. Isabela não soube como recusar e acabou acenando com a cabeça várias vezes. Quando era jovem, Teresa também havia tentado a sorte na Cidade Y e se tornou bastante habilidosa em fazer sopas. Depois do jantar, ela insistiu em ser a responsável por ensinar alguém a preparar a sopa para ela e Pedro. Quando Isabela tentou entrar na cozinha para ajudar, Teresa a empurrou suavemente para fora. Isabela não teve escolha a não ser sentar no sofá. Ana e Pedro também estavam ali. Cada um com seu celular, um resolvia assuntos pendentes e a outra jogava jogos. Todos estavam em silêncio, sem dizer
Isabela estava um pouco constrangida, mas não excessivamente desconfortável. Afinal, de qualquer forma, eles já eram casados, e o que precisava ser feito, ela já havia feito muitas vezes ao longo dos anos.Durante o casamento, ela sempre desejou que Pedro se apaixonasse por ela, mas nunca tentou seduzi-lo de forma deliberada. Não era que ela nunca tivesse pensado nisso, mas sempre achou que não adiantaria, então nunca tomou nenhuma atitude. Por isso, normalmente, ela usava pijamas bem largos e simples em casa.A blusa que ela usava naquele momento era exatamente desse tipo: larga, bem comprida. Mesmo sem estar usando calças, ela não se sentia excessivamente exposta. Ela acreditava que não estava tentando seduzi-lo de maneira alguma. No entanto, para evitar mal-entendidos, ainda assim decidiu se explicar:— Eu só esqueci de pegar a calça...Isabela achava que, por a blusa ser larga e ter o comprimento suficiente, não iria se expor mesmo sem o pijama por baixo. Contudo, ela se esqueceu d
E ainda por cima, aquele remédio.No entanto, Pedro, que entendia de farmacologia, percebeu a verdade e, pelo que parecia, ele não havia tomado aquela infusão na noite anterior.Isabela não imaginava que Teresa fosse capaz de fazer algo assim.Ela franziu a testa, mas antes que pudesse falar, Teresa, com um suspiro de desagrado, falou:— Às vezes, saber demais não é lá uma coisa boa. Eu até pensava que vocês dois poderiam tentar ter mais um filho, Isabela. Se tiver tempo, se esforce mais com o Pedro, tá?Isabela ficou em silêncio.Ela não sabia o que pensar.Embora na noite anterior Pedro tivesse se oferecido para ajudá-la, ela sabia que, entre eles, não havia mais espaço para continuarem juntos. Se realmente tivessem tido algo naquela noite, seria, de fato, péssimo.Quanto a ter mais um filho, isso era ainda mais impossível.Enquanto ela refletia sobre isso, Ana desceu as escadas.Ao vê-la, se lembrando da adoração e carinho que Ana sentia por Sofia, a expressão de Isabela ficou um po
Ao pensar nisso, Isabela sentiu a garganta um pouco seca e, de repente, o carro parecia estar mais abafado. Ela desviou o olhar e, antes de apertar o botão da janela para ventilar um pouco, hesitou. Por fim, não apertou o botão. Apenas virou a cabeça e olhou para fora da janela. Não sabia quanto tempo havia se passado, mas logo chegaram à escola de Ana. Isabela desceu do carro para acompanhá-la, enquanto Pedro permaneceu sentado no banco do motorista. Ana disse: — Papai... — Tenho algo para fazer. — Ah... Isabela sabia que, quando Pedro e Sofia acompanhavam Ana à escola, ele sempre descia do carro junto com Sofia para entregar Ana para a professora. Com ela, não sabia se ele realmente tinha algo para fazer ou se preferia evitar ficar ao seu lado em público. Pensando nisso, ela não queria forçar a situação. Olhou para Pedro dentro do carro e disse: — Pode ir. Daqui a pouco eu pego um táxi para o escritório. Pedro, ao ouvir isso, olhou para ela por um momento e
No entanto, Pedro também estava ali, então ela não disse muito. Sofia, no entanto, se aproximou. Mas a pessoa a quem ela se dirigiu para conversar foi Luís. Ela sorriu e disse: — Presidente Luís, que coincidência, nos encontramos novamente. Luís respondeu friamente: — É, realmente uma coincidência. — Eu sempre quis convidar o Presidente Luís para um jantar, mas nos últimos tempos estive tão ocupada que não consegui encontrar tempo. — Sei que a Srta. Sofia está muito ocupada. Senão, ela não teria demorado tanto para começar a trabalhar na CiaPlus, já que o primeiro encontro deles aconteceu há um mês. David também queria estabelecer uma boa relação com Luís. Vendo que Sofia ignorava Isabela, ele foi até Luís para cumprimentá-lo, e Pedro parecia não se opor, então também se aproximou. Viviane, ao ver isso, seguiu atrás deles. Depois de cumprimentar Luís, David olhou para Isabela e a chamou: — Isabela. Isabela não respondeu. David não disse mais nada, concen
Quando chegaram em casa, Teresa ainda não estava dormindo. Ao ver que Isabela realmente havia retornado no carro de Pedro, ela se tranquilizou e foi descansar em seu quarto. Depois de subir, Isabela fez uma ligação para Lúcio, informando ele sobre o andamento dos acontecimentos. Logo após desligar a ligação de Lúcio, uma chamada de Luís tocou. Meia hora depois, ao terminar a conversa, Isabela voltou para o quarto e percebeu que Pedro já havia tomado banho e estava recostado na cabeceira da cama, lendo um livro. Ao vê-la entrar, Pedro desviou o olhar do livro e, após lançar um rápido olhar nela, voltou a focar sua atenção na leitura. Isabela também retirou os olhos dele e foi tomar banho e cuidar da pele. Depois de terminar tudo, já era tarde e Isabela deu uma olhada em Pedro. Antes, quando Pedro a ignorava, ela tinha se acostumado, e quando ficavam sozinhos, não se sentia desconfortável. Agora que ele a ajudou, a relação entre eles estava, de certa forma, mais amena,
Embora a mansão fosse um pouco antiga, o ambiente era agradável. Além disso, os preços de imóveis na Cidade D eram alguns dos mais caros do país, e aquela mansão não poderia ser comprada por menos de dois ou três milhões de reais.Aquele valor, no momento, ela não conseguiria pagar.Pedro também havia voltado há pouco tempo. Ele afrouxou o nó da gravata no pescoço e, ao ouvir suas palavras, talvez achando a situação um tanto interessante, arqueou levemente uma sobrancelha e respondeu com indiferença:— Você quer me dar dinheiro?— Sim, eu...— Não é necessário. — Ele colocou a gravata desfeita ao lado e continuou. — Esse valor, não precisa devolver.Após essas palavras, ele também deixou o relógio de pulso de lado e entrou no banheiro.Isabela o observou por um momento, paralisada, e não insistiu mais.Após o casamento, para não incomodá-lo, ela raramente tinha pedido algo a ele. Pensando bem, a casa poderia ser o primeiro presente que ele havia dado a ela, depois de todos aqueles ano
Isabela deixou o celular de lado e desceu as escadas, avisando Teresa que Pedro já havia jantado.Naquela noite, Pedro não voltou para casa.No dia seguinte, ao acordar, Teresa soube que Pedro não havia retornado na noite anterior, e ficou um pouco irritada.— Mesmo que ele esteja sobrecarregado de trabalho, será que não tem tempo para voltar para casa? Isabela, ao ouvir, apenas sorriu e não respondeu.Por mais ocupado que Pedro estivesse, sempre teria um momento para voltar para casa. Afinal, ele também precisava descansar.Ela então se lembrou da voz de Sofia, que ouviu ao telefone na noite passada. Ela pensou que a razão pela qual ele não voltou... Talvez fosse porque tivesse um lugar melhor para ir.Nos próximos dois anos, os projetos principais da CiaPlus já estavam definidos. Ainda assim, Luís reuniu todas as ideias e enviou para Rodrigo, esperando que ele pudesse dar alguma sugestão.Rodrigo, normalmente muito ocupado e com um estilo de vida imprevisível, Isabela e Luís achav