O beijo não arrebatou Lydia como o primeiro, ela se sentiu desprevenida e até mesmo lhe causou desconforto a forma como Ethan fez aquilo, fazendo com que ela se lembrasse do estupro de anos atrás. Os olhos dos dois se cruzam, enquanto há uma alegria nos olhos do rei, Lydia se sente cabisbaixa.
— Se vocês me dão licença, preciso usar o banheiro — Lydia se pronuncia, afastando a cadeira para trás e se levantando.
Ethan olha para a moça um pouco confuso e direciona o olhar para sua mãe, que finge não notar mais a presença da moça. O rapaz se senta de volta à mesa sem entender o que de fato acontecera naquele momento, ele olha para o corredor por onde veio e Tyler não está mais lá.
— O
Lydia está tão cansada do dia exaustivo que teve ao precisar ficar fingindo ser alguém que não era, que a moça não percebeu que o rei estava se aproximando com outras intenções no banheiro.O rapaz chega por de trás de Lydia, não de uma forma bruta como um dia já havia feito, os braços de Ethan entrelaçam a cintura de Lydia e a moça fica sobressaltada com o ato, tomando um susto. Ele gruda o corpo dele no dela, Lydia consegue sentir a ereção perto do seu corpo e seu coração fica agitado, fazendo ela recordar da noite em que ele abusou dela. Ethan beija o ombro nu de Lydia, indo em direção ao pescoço, beijando a marca de nascença que a moça possui.— Finalmente estamos sozinhos, minha princesa — Ethan murmura no ouvido de Lydia e a moça se sente encurralada.Sem conseguir mais manter as forças, Lydia começa a chorar,
Quando Lydia acorda cedo no dia seguinte, ela percebe que mesmo com as tribulações do dia anterior, ela teve uma boa noite de sono, a cama era como um grande abraço quentinho pronto para ninar a pobre moça e ao se levantar, Lydia se sente mais revigorada para enfrentar o que vem pela frente.Ela troca-se de roupa, optando por uma calça de pantalona de algodão e uma camisa simples também de algodão, Lydia calça o mesmo tênis da noite anterior e ao pentear os seus cabelos que criaram ondas nas pontas, a jovem decide simplesmente prender eles em um rabo de cavalo em uma altura mediana da cabeça, fazendo as cascatas negras dos seus fios caírem em cima do seu ombro.Enquanto ela escovava os cabelos, alguém bate à sua porta.&
Lydia vai cantarolando pelos corredores do palácio durante a noite para preencher o vazio assustador que aquele ambiente traz quando não há mais pessoas andando pelo palácio. A doce jovem de vinte anos está com seu carrinho de limpeza, com uma pilha de toalhas limpas, lenços bem gomados e cheirosos, além de todos os utensílios que precisa para ajeitar os quartos dos hóspedes do castelo.Seus passos pelos corredores são ligeiros e silenciosos, aprenderam a passar despercebida pelos cômodos do palácio, os lordes, duques, príncipes e até mesmo o rei, não devem saber de sua existência. Para eles, tudo é feito de forma mágica, sem qualquer aparição dos funcionários.Como de rotina para a Lydia, os quartos são os últimos locais que ela precisa ajeitar antes que o seu turno finalize. Alguns convidados foram embora no início da noite, porém, somente agora, já na chegada da madrugada, que a linda empregada é permitida a limpeza dos quartos.Ela entra em um quarto que foi utilizado e que não pr
Cinco anos se passaram após a noite em que o rei Ethan, bêbado e drogado, tomou Lydia em seus braços e a violentou. Desse ato selvagem, uma gravidez surgiu, só que não foi uma simples gravidez. Lydia teve quatro filhos do rei, que infelizmente nunca foram registrados com o nome do pai, já que até o dia de hoje Lydia não sabe quem a possuiu naquela madrugada.Por mais que não fosse do desejo de Lydia ser mãe tão jovem e principalmente daquela forma, a adorável moça amava de paixão os seus pequenos filhos. Eram a sua alegria e razão de viver, seus filhos eram as bençãos que vieram através de uma maldição. As crianças não sabem que são frutos de um ato violento, para elas Lydia sempre conta a história de que em uma noite mágica eles foram postos na barriga dela e assim eles vieram ao mundo. Por serem pequenos demais para questionarem a ausência do pai, as crianças aceitam as histórias contadas por Lydia.Ela nunca mais pisou no palácio após aquela noite e também nunca mais viu sua irmã.
Lydia se sentia enfurecida com a arrogância do homem parado na sua frente, ela queria poder jogar mais do que a taça de champanhe nele, queria poder dar um tabefe no rosto presunçoso que ele exibia ao olhá-la, como se ela fosse um pedaço de carne pronto para ser devorado.O sentimento de Ethan naquele momento em relação à moça mascarada era de surpresa. Ele demorou alguns minutos para recordar da onde reconhecia aquela pinta no pescoço dela.— Você tem um cheiro delicioso de lavanda — Ethan comenta em um murmúrio malicioso.Lydia pisca confusa para ele ao ouvir aquilo. A jovem agora acha o rapaz esquisito, além de babaca.— O que você quer, afinal, hein? Comandar uma rede de prostituição de prazeres junto com o meu chefe? — Ela o acusa e Ethan arregala os olhos.A forma como Lydia o acusa, faz o rei Ethan recordar da noite em que ele vem pagando o preço há cinco anos. A jovem senhorita que vive no castelo desfruta dos bens e caprichos que o rei atende com afinco, porém, após aquela fa
— O que foi, mamãe? — a criança pergunta sonolenta para Lydia, que encara seu filho com certo espanto.Lydia balança a cabeça para afastar sua expressão chocada da frente de seu belo filho. Entretanto, sua mente ainda está surpresa ao perceber uma semelhança muito chocante entre os traços de seu pequeno filho lindo e o rei. Os cabelos castanhos claros de seu filho são similares com as do rei, além dos olhos mel, puxado para um dourado quando o sol bate no rosto de seu filho quando ele está brincando no quintal. O nariz com a pontinha bem empinada é igual à do rei, só que Lydia achava até aquele momento que o rei simplesmente andava de queixo erguido e nariz empinado por ser da realeza, mas vendo a genética de seu filho, percebe que talvez não era esse o caso.— Nada, meu pequeno príncipe — Lydia tranquilizou a criança com um sorriso amável, ela se inclina para beijar a testa do menina que sorri com o ato carinhoso — mamãe está só um pouco cansada. Durma bem, meu anjinho.— Você também
Mesmo com o vapor da sauna ao redor de Lydia e de Ethan, a mulher acredita ter visto a sua irmã Jennifer. Lydia não tem notícias da sua irmã desde daquela horrível noite, Lydia foi para casa e Jennifer nunca mais voltou. Com a possibilidade de ter encontrado a sua amada irmã que Lydia sente falta, mesmo com as provocações que ocorriam no passado, a jovem mulher sai da banheira onde estava com o rei. Esquecendo e apagando qualquer vestígio de que até segundo atrás houvera pensamentos tentadores em relação ao rapaz misterioso para Lydia.— Ei, o que houve? Aonde você está indo? — Ethan pergunta surpreso.Ethan fica sem reação ao notar o estranho comportamento da moça com quem ele dormira há cinco anos atrás. Para ele, a decisão que ela tomou foi apenas para prolongar ainda mais o joguinho prazeroso de conquista que ela quer jogar para ele. Tentando se controlar para não ficar à mercê dela demais, Ethan observa Lydia se afastar. Ele sente uma excitação pelo corpo da jovem quando vê ela s
Os homens puxam Lydia para fora da sala, colocam algemas nela. A esposa do seu chefe continua xingando e acusando Lydia de assassinado, muitos clientes saem de suas salas privativas para ver toda a confusão, os colegas de trabalho de Lydia testemunham aquilo chocados e alguns até mesmo dão olhares acusadores para a pobre coitada.Lydia é levada a força para dentro da viatura policial, as pessoas do primeiro andar do cassino fazem uma aglomeração para saber o que estava acontecendo. A jovem sente seu coração saltitar muito apressado do seu peito, Lydia não consegue controlar o seu choro de desespero.— Eu não fiz nada, eu juro! — Lydia informa com a voz embargada devido ao choro. — Vocês estão cometendo um engano, vocês pegaram a pessoa errada. Eu nu